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Cinco Perguntas ao Co-Founder da ThousandEyes, Ricardo Oliveira


April 29, 2021


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Ricardo Oliveira, natural do Porto e atual co-fundador e CTO da ThousandEyes iniciou o seu percurso empreendedor na UCLA na Califórnia onde mais tarde fundou a ThousandEyes com o seu colega de doutoramento Mohit Lad. Depois de vários anos de rápido crescimento, a ThousandEyes foi recentemente adquirida pela Cisco. E poucos meses após a aquisição, a ThousandEyes acaba de anunciar novas integrações de produto com a Cisco no último Cisco Live. Estas integrações permitem uma visibilidade única da estrutura e performance da internet, no contexto de clientes que contam cada vez mais com SaaS e soluções baseadas na Cloud. O Ricardo partilha um pouco do seu percurso, motivações e aprendizagens numa altura em que a empresa pretende expandir a equipa em Portugal.

Bem-vindo à Cisco! Tem sido um ano e tanto para a ThousandEyes, primeiro com a aquisição e mais recentemente com o lançamento de diversas integrações com as principais plataformas de tecnologia da Cisco: como tem vivido este período?

Muita diversão e muito trabalho! Tornámo-nos oficialmente parte da Cisco em Agosto do ano passado e, em apenas alguns meses, alcançámos conquistas importantes neste percurso de aquisição, o que nos permitiu oferecer a cada cliente Cisco o poder da tecnologia da ThousandEyes, permitindo-lhes aceder e vizualizar todas as suas redes, mesmo aquelas que não controlam, como se fossem suas. O Mohit e eu fundámos a ThousandEyes há dez anos com o objetivo de ajudar as empresas a ver a Cloud, a Internet e o SaaS como o seu próprio ambiente – foi por isso que a Cisco nos adquiriu. Com as integrações da ThousandEyes recentemente anunciadas no Cisco Live!, esta visão torna-se realidade agora que dezenas de milhares de clientes podem aceder à Internet and Cloud Intelligence da ThousandEyes através do portfólio de switching da Cisco e da AppDynamics. Esta é uma escala sem precedentes para nós e não poderíamos estar mais orgulhosos do trabalho da nossa equipa que fez tudo isto acontecer em tão pouco tempo.

A Cisco Portugal foi recentemente reconhecida como #1 Best Place to Work in Portugal e agora a equipa da ThousandEyes está a crescer aqui – pode contar-nos mais sobre isso? O que motiva a equipa a crescer em Portugal e a investir no talento local?

Apesar de estarmos sediados em São Francisco, na Califórnia, abrimos o nosso primeiro escritório na Europa em Londres, há alguns anos, e desde então continuámos a crescer em todo o continente. Agora estamos entusiasmados com a oportunidade de crescimento em Portugal e em particular com todo o interesse em torno da comunidade de startups nacional e à grande inovação tecnológica a que assistimos. Já somos vários portugueses a trabalhar na ThousandEyes e eu estou muito entusiasmado em crescer a equipa através de talento local. Na ThousandEyes sempre preservámos a nossa identidade e mentalidade de start-up, ao mesmo tempo em que adotámos a grande rede de experiência e recursos disponíveis através da Cisco. A cultura da empresa é muito importante para nós e é extraordinário ver o reconhecimento da Cisco Portugal como a melhor empresa para trabalhar no país!

O Ricardo também tem as suas raízes aqui em Portugal – como foi o percurso e o que motivou a viagem até ao estrangeiro?

Depois de terminar a minha licenciatura na Universidade do Porto quis adquirir experiência internacional pelo que comecei a candidatar-me a vários cursos no estrangeiro. Acabei por ser aceite no programa de doutoramento de Computer Science da UCLA em Los Angeles, Califórnia, e mais tarde como investigador no UCLA Internet Research Lab, onde conheci o meu co-fundador Mohit Lad. A combinação dos resultados do nosso trabalho académico com os grandes shifts tecnológicos da  indústria na altura (Cloud Computing, SaaS) convenceu-nos de que a Internet mudaria fundamentalmente o modo de operação das empresas e que nós estavamos numa posição única para poder ajudar as empresas nesta mudança. Decidimos criar a ThousandEyes para resolver o problema de visibilidade da Internet e tornarmo-nos no equivalente ao “Google Maps” para a Internet.

Que conselho daria a aspirantes empreendedores que pretendem criar as suas próprias startups e talvez até mesmo fazê-lo no estranfeiro? Que aprendizagens pode partilhar?

Nós demorámos vários anos até chegar á primeira versão do nosso produto, por isso esse seria o primeiro conselho que eu daria: começar uma empresa geralmente demora muito tempo e é necessário ultrapassar diversos obstáculos, por isso é fundamental trabalhar e dedicar-nos a algo que esteja realmente alinhado com os nossos interesses pessoais. Em segundo lugar, ter um co-fundador e um parceiro que complemente algumas competências é também extremamente importante, especialmente nos momentos de incerteza.

Para startups sediadas em Portugal, o meu conselho seria seguir um modelo já largamente testado e comprovado – começar com uma equipa de engenharia em Portugal e sediar as equipas de Vendas / Marketing e Produto num mercado maior, seja o EUA ou outro país.

Há algo em particular de que sinta saudades? De que forma mantem contacto com Portugal?

Eu sinto falta de quase tudo! A minha família está no Porto e eu tento visitar três ou quatro vezes por ano, apesar do voo longo da Califórnia, onde atualmente vivo. É sempre bom regressar a Portugal e passar algum tempo com família e amigos.

Para além disso, tenho acompanhado de perto toda a atividade em torno de novas start-ups e capital de risco em Portugal e acredito firmemente que o nosso país cresceu muito nos últimos anos e se está a tornar cada vez mais um destino atrativo para jovens talentos.

Agora que a equipa da ThousandEyes está a crescer em Portugal é ainda mais importante para mim acompanhar tudo o que está a acontecer no país e estou entusiasmado por manter um contacto cada vez mais próximo.

Saiba mais sobre ThousandEyes e todas as posições atualmente abertas em: https://www.thousandeyes.com/careers/

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