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Resiliência de negócios: cinco pontos importantes para uma estratégia multicloud

Nesta edição da série Tendências de rede de 2021 do nosso blog, vamos discutir a tendência
n. 3: promover um ambiente multicloud para obter mais resiliência

A rede após uma interrupção

Se você já passou por um desastre natural, quando começa a haver uma recuperação, geralmente avaliamos o que aconteceu e como as coisas poderiam ter sido tratadas de outra forma. Pensamos em passos que poderíamos ter dado para nos preparar melhor e ponderamos as possibilidades de eventos futuros. Depois, prometemos que da próxima vez seremos mais proativos.

Esse cenário não é diferente com as redes depois de uma interrupção. A semelhança é que também avaliamos nossas redes para prepará-las para interrupções futuras, mas há uma grande diferença em relação a um acidente pessoal porque nossa responsabilidade reverbera por toda a empresa.

Repensar as redes para obter resiliência

Por isso, é imprescindível pensar em como nossas redes permitem que a empresa seja resiliente diante de interrupções. Redes para a resiliência envolvem implementar estrategicamente os recursos de rede que ajudam a empresa a absorver e adaptar-se a qualquer interrupção. Como aponta nosso Relatório de tendências globais de rede de 2021: edição especial sobre resiliência de negócios, há quatro áreas importantes que devem ser observadas: a força de trabalho, o local de trabalho, cargas de trabalho e operações. Vou compartilhar algumas considerações sobre cargas de trabalho e como uma estratégia multicloud é essencial para colocar em prática uma infraestrutura segura e ágil para permitir vários serviços de nuvem.

Particularmente, quero analisar cinco considerações diferentes para a construção de uma estratégia multicloud que estão ligadas à resiliência de negócios:

  1. Tempo de atividade não basta

Poderíamos supor que a disponibilidade da rede e as métricas de segurança são as respostas para dar respaldo à resiliência de negócios. Embora sejam essenciais, esses KPIs são apenas uma base para a estratégia de resiliência. Pensar na resiliência de rede vai além de ter uma rede sempre disponível, envolvendo também agilidade, automação e inteligência para ajudar a empresa a se adaptar a novas necessidades. Imagine, por exemplo, uma empresa que precisa permitir a portabilidade da carga de trabalho no caso de ser necessário mudar o call center para uma nova região. Nesse caso, não é que a rede tenha tido uma interrupção. A questão é se a sua arquitetura tem flexibilidade e agilidade para levar as cargas de trabalho para aquela região, mantendo o acesso seguro e a conformidade.

  1. Modelo de rede “aplicações primeiro”

Aplicações e cargas de trabalho estão se tornando cada vez mais distribuídas em plataformas locais e na nuvem. Para complicar essa questão, as equipes de aplicações estão tendo que se dividir entre o velho mundo das aplicações monolíticas e data centers locais tradicionais e o novo mundo das aplicações de microsserviços, contêineres, SaaS e PaaS de nuvem. O que isso tem a ver com a rede? Tudo. Em um novo artigo da IDC, Brad Casemore afirma: “A aplicação distribuída é o novo centro de gravidade das redes.” * Como a rede é o canal que oferece o transporte do vai e vem de dados, devemos ficar atentos às formas como nossa infraestrutura de rede oferece consistência, segurança e desempenho para otimizar a experiência de aplicação, independentemente de onde estejam as cargas de trabalho e os usuários.

Figura 1. O que é necessário para o ambiente multicloud funcionar como um único ambiente

  1. As cargas de trabalho híbridas são a solução

É importante lembrar que ambientes de cargas de trabalho híbridas vão ser a solução para muitas empresas. No Relatório global de tendências de rede de 2020, Vijoy Pandey, vice-presidente e CTO do Grupo de plataformas e soluções de nuvem da Cisco, afirma: “Nos últimos anos, conforme houve a tentativa de migrar cargas de trabalho valiosas para a nuvem pública, ficou claro que não era uma situação binária e que há cargas de trabalho e, principalmente, algumas informações que precisavam continuar no local.” Embora o gerenciamento de um ambiente de carga de trabalho híbrida possa aumentar a complexidade, a capacidade de retirar ou ampliar cargas de trabalho importantes durante uma paralisação oferece a flexibilidade essencial para a resiliência de negócios. Uma estratégia multicloud precisa garantir que a infraestrutura ofereça uma política consistente, acesso seguro e desempenho em ambientes locais e multicloud.

  1. A capacidade de observação abrangente é um recurso estratégico

Quando um funcionário precisa ligar para o help desk porque está com problemas e não consegue acessar a aplicação de que precisa, é fundamental ter a visibilidade certa para determinar a causa raiz rapidamente. Essa capacidade é ainda mais essencial quando a empresa está tentando se adaptar a um período de inatividade. Operadores de rede precisam saber quando o problema está vindo do dispositivo, da rede de casa ou de um café, do access point, da aplicação, do provedor de Internet ou da nuvem, ou ainda da rede do campus. Recentemente, nossa solução ThousandEyes viu picos globais acentuados tanto nas interrupções de Internet quanto de serviços de nuvem de março a junho de 2020. Um componente essencial para uma estratégia multicloud é garantir uma capacidade de observação adequada – de usuários a aplicações – para que você não fique às cegas em momentos críticos.

Figura 2. Gráfico de interrupções de provedores de Internet e de nuvem

  1. A estratégia operacional deve acompanhar o ritmo

Ao modernizar sua rede com recursos de automação e segurança mais recentes oferecidos por controladores baseados em intenção, uma estratégia multicloud bem-sucedida não deve negligenciar a importância de garantir que seu modelo operacional esteja no mesmo ritmo para se alinhar com as novas tecnologias. A IDC prevê que, até 2023, 55% das empresas vão substituir modelos operacionais obsoletos por modelos centrados na nuvem para melhor alinhar as operações de TI e as operações de nuvem pública e facilitar a colaboração organizacional, resultando em melhores resultados para a empresa.* Nossas velhas formas de gerenciar a rede em silos simplesmente não funcionarão no futuro.

Recursos de rede para resiliência

É nítido que a nuvem está mudando tudo, da transformação digital à rede para resiliência.
E com a implementação da estratégia multicloud correta, as empresas estarão prontas para o futuro.

Para obter mais informações sobre como preparar a sua rede para permitir a resiliência de negócios, confira esses recursos complementares:

Compartilhe suas ideias abaixo e fique atento para o lançamento do próximo número da série de blogs sobre tendências de rede de 2021

Confira nosso canal sobre redes baseadas em intenção

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*IDC Brad Casemore, Conhecendo o desafio das redes multicloud: otimização de cargas de trabalho na nuvem e a experiência de aplicação

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Juan Pablo Mongini

Como líder de ventas para el área de Enterprise Networks, Juan Pablo encabeza el equipo a cargo de la estrategia de comercialización de soluciones y arquitectura de redes empresariales en América Latina. Este portafolio incluye Switching, Enterprise Routing, Redes Inalámbricas, SD-WAN y SD-Access.

Juan tiene más de 15 años de experiencia desarrollando el mercado de tecnologías de la información y comunicaciones (TICs) en países de Latinoamérica, y en diversas áreas tales como gobierno y sector público, servicios financieros, empresas de energía, y proveedores de servicios de telecomunicaciones.

Se incorporó a Cisco en el año 2008 en donde ha tomado diversas posiciones basadas en Estados Unidos, Europa y Latinoamérica. Anteriormente, se desempeñó en Nortel Networks y en el Grupo Techint. Juan es Ingeniero Electrónico graduado del Instituto Tecnológico de Buenos Aires.

Chefe de Vendas de Enterprise Networks

Cisco América Latina

Como líder de vendas de Enterprise Networks, Juan Pablo lidera a equipe responsável pela estratégia de mercado de arquitetura e soluções de rede na América Latina. Esse portfólio inclui Switching, Enterprise Routing, Redes Sem Fio, SD-WAN e SD-Access.

Juan tem mais de 15 anos de experiência em desenvolvimento de mercado para a indústria de TIC em países latino-americanos, e em vários segmentos como Governo e Setor Público, Serviços Financeiros, Empresas de Utilitários e Provedores de Serviços de Telecomunicações.

Juan ingressou na Cisco em 2008, onde assumiu vários cargos com base nos Estados Unidos, Europa e América Latina. Anteriormente, trabalhou na Nortel Networks e no Techint Group. Juan é Engenheiro Eletrônico formado pelo Instituto Tecnológico de Buenos Aires.