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Os segredos de ensinar em um mundo digital


24 de September de 2018


Quando eu tinha 8 anos, fazia trabalhos escolares na biblioteca e lia infinitos livros e revistas impressas. Quando eu tinha 18 anos, eu já quase não frequentava mais a biblioteca, esperava ansiosa até a meia noite para pagar apenas um pulso por ligação e passava a madrugada fazendo todos os meus trabalhos na internet, além de ficar horas lendo notícias na web e compartilhando com meus amigos através de ferramentas de chat.

Dez anos se passaram desde então e, hoje em dia, aprendo algo novo toda hora navegando pela rede e nas mídias sociais. A primeira coisa que faço quando quero saber sobre algo é buscar vídeos e aulas online ou perguntar em algum dos meus grupos de mensagens quais são os melhores sites ou aplicativos para desvendar o assunto.

Muita coisa mudou na maneira como adquirimos conhecimento. Não só em termos de conteúdos que consumimos, como também nossa expectativa em relação ao tempo necessário para aprender algo novo. Os jovens já nasceram em um mundo conectado e aprender se tornou uma atividade que não é restrita a um lugar ou horário. Em meio a essa abundância de informação, o desafio é saber filtrar o que é de fato relevante.

Durante o Cisco Connect 2018, Ricardo Santos, líder para educação e saúde da Cisco na América Latina, comentou sobre como essas mudanças no perfil dos alunos impacta as metodologias de ensino atuais. A sala de aula tradicional já não é mais suficiente. Os alunos não querem sentar e copiar em um caderno o conteúdo da lousa. Informação existe em todo lugar, o importante é ter a oportunidade de discutir e discernir sobre o tema em pauta.

Segundo a pirâmide do aprendizado de Edgar Dale, colocar em prática aquilo que estamos estudando resulta em 90% de retenção após duas semanas do fim de um programa educacional, enquanto uma participação mais passiva, como por exemplo, ler um conteúdo leva a uma retenção de apenas 10%.

Nesse contexto, metodologias que possibilitem aulas mais dinâmicas, interativas e flexíveis apresentam um mundo de possibilidades. Aprendizagem baseada em projetos, aprendizado personalizado, sala de aula invertida, são apenas algumas delas. Aliás, esses temas são apresentados por um professor da USP em uma entrevista bem interessante que publicamos na página 6 da nossa revista Cisco Live.

O Ensino a Distância (EAD) também vem crescendo. Dados do Censo Escolar divulgados em setembro de 2018 pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), mostram que em uma década, de 2007 a 2017, as matrículas em cursos a distância aumentaram 375,2%, em média, contra alta de 33,8% na modalidade presencial.

Frente a consolidação dessa tendência, ecoa uma pergunta fundamental, que toda instituição de ensino deve fazer: Como habilitar essas novas modalidades de ensino? A resposta é: tecnologia e capacitação.

Uma abordagem de TI que incorpora elementos de conectividade, vídeo e colaboração permite a interação dentro e fora da sala de aula, com especialistas locais e globais.  Um data center robusto transforma dados em descobertas, possibilitando o uso de poderosos softwares de pesquisa e ensino. E não podemos esquecer do componente de segurança, uma vez que, por sua natureza colaborativa, o setor de educação tende a ser um dos mais vulneráveis a ataques cibernéticos.

A propósito, veja como a FEI preparou sua infraestrutura para melhorar a experiência dos alunos e como a UEPG usa a tecnologia para habilitar a formação de mais médicos.

Agora, de nada adianta oferecer as tecnologias mais avançadas do mercado ao corpo docente, sem oferecer capacitação e incentivo à adoção. Para assegurar o sucesso da implementação de iniciativas de transformação, a criação de uma cultura digital tem que ser a base da instituição de ensino.

Entretanto, uma mudança de cultura não é fácil. É necessário que os líderes e gerentes estejam engajados nos programas de desenvolvimento de habilidades digitais, além de mudanças significativas nos hábitos e nos processos.

Por fim, se você está se perguntando por onde começar, sugiro ler o nosso Guia para a Transformação Digital dos Ambientes de Aprendizagem para descobrir o caminho das pedras na implementação e adoção de novas tecnologias.

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