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Série de blogs global “Nuvem para governos locais”: Das lágrimas "tecno" à confiança

Não faz muito tempo, uma piada circulava na Internet:

Pergunta:  Por que o computador se atrasou para o trabalho?

Resposta: Porque teve um problema de disco.

David Letterman não precisa ficar atento, mas a piadinha tola está cheia de possibilidades para uma discussão sobre o poder da nuvem e das comunidades.

Assim que as 7 Principais Comunidades Inteligentes de 2013 chegarem a Nova Iorque essa semana para as conversas anuais entre 250 líderes do pensamento convidados (incluindo o Dr. Norman Jacknis da Cisco, que fará a palestra principal deste ano, “Comunidade revolucionária”), os ingredientes para o molho secreto usado para reenergizar as comunidades para o século XXI serão revelados por seus "chefs". "Acho que um dos segredos revelados será a ideia de que estar atrasado para o trabalho se tornou coisa do passado.  A conectividade, com investimentos corretos, libera uma nova força de trabalho de conhecimento e revive comunidades que estão procurando maneiras de fazer sua economia local prosperar. Certamente, a conectividade de banda larga e o acesso à nuvem a preços mais acessíveis continuam sendo os maiores impulsionadores para o renascimento das comunidades e, pelo menos, uma parte do segredo para se resolver muitos problemas, incluindo o transporte de pessoas e a produtividade.

Assim é a visão.  Os participantes também ouvirão pessoas como Mike Lazaridis, cofundador da BlackBerry, dizer porque acredita que a computação quântica será o próximo silício para sua comunidade, Waterloo, Canadá, a Comunidade inteligente do ano de 2007. Ele investiu 250 milhões de dólares canadenses para iniciar um fundo.  Ele tem o ambiente certo.  Waterloo, uma cidade de apenas 120.000 habitantes, representou 10% de todas as empresas com capital aberto na bolsa de valores de Toronto em 2007. Isso não foi um acidente. Ela compartilha características com as comunidades inteligentes em todo o mundo.

Waterloo e as sete homenageadas estão no centro de uma discussão global projetada para inspirar comunidades e seus líderes. O evento em Nova Iorque demonstra como os melhores lugares do mundo chegaram aonde estão. São lugares dos quais você nunca ouviu falar.  Somando-se ao espetáculo, ocorrerá um grande evento no palco seis da Steiner Film Studios, em 7 de junho, quando uma das sete cidades saberá que foi escolhida por um júri internacional e uma empresa de pesquisa sediada na Índia como a Comunidade inteligente do ano de 2013.

A Comunidade inteligente do ano é um reflexo do que está acontecendo todos os dias, à medida que a nuvem, a banda larga e o conceito holístico do movimento de comunidade inteligente continuam a encontrar investimentos de muitas fontes diferentes.

Mais importante é o que está acontecendo em outras partes do mundo.  Enquanto as 7 principais comunidades se reúnem no Brooklyn e Manhattan, muitos outros lugares estarão prestando atenção em cada movimento e ideia que são apresentados. Entre eles estão as comunidades inteligentes da Austrália. A Austrália está tentando se transformar em uma nação digital através do maior investimento em projeto de infraestrutura de sua história nacional. O fundo de investimento de Lazaridis é impressionante, pois é pessoal. A National Broadband Network Company (NBNCo.) é um investimento de 43 bilhões de dólares australianos que usa dólares dos contribuintes. Ela é complementada por uma estratégia de nuvem nacional, projetada para elevar o país inteiro a um nível que o tornará competitivo. Em sua essência, está a necessidade de oferecer acesso onipresente a preços acessíveis para uma nação que ficou para trás. Estarei lá pouco depois da Cúpula da ICF para uma série de palestras, uma com o arquiteto da NBNCo., o senador Stephen Conroy. Para ter uma ideia da seriedade de como a Austrália e sua comunidade tratam esse investimento e questão, o outro cargo do senador Conroy é Ministro da Banda Larga, Comunicações e Economia Digital. Ele está no meio de um debate acirrado e necessário sobre o futuro da nação e, sem precisar dizer, se as virtudes da nuvem e das Comunidades inteligentes prevalecerão.

Em 2009, a fibra ótica para instalações (FTTP) se tornava o padrão para a conectividade de alta velocidade. De acordo com o FTTH Council, ela representava 63% de todas as assinaturas de fibra no mercado de banda larga da Ásia-Pacífico. Nessa época, a Ásia representava mais de 30,8 milhões das 38 milhões de conexões de fibra ótica domésticas do mundo. Isso foi há quatro anos.  Atualmente, lugares como a Comunidade inteligente de Suwon, Coreia; Cingapura e Taichung, Taiwan, não ficam mais imaginando e perdendo tempo discutindo se a banda larga é essencial. É como perguntar se a eletricidade é uma boa ideia. A Austrália está chegando a essa conclusão.

Mas ela está lá. Duas comunidades inteligentes, Ballarat e Whittlesea, estão em contato com seus pares em Nova Iorque e há muito tempo começaram sua transformação. Cada uma delas é um local de teste da NBN, com serviços de distribuição de banda larga e nuvem se enraizando na infraestrutura econômica e social local.

Em Ballarat, a terceira maior cidade do estado de Victoria, a antiga cidade do "boom" mineral e agrícola teve sua economia dizimada.  Ela enfrentava um desemprego de cerca de 20%. Em resposta, a prefeitura, líderes comunitários e o estado colaboraram com um plano de desenvolvimento econômico de longo prazo focado em atrair empresas de TIC, alavancar o ensino superior e promover a inclusão digital. O prospecto da nuvem era fundamental para essa visão.

Em 2013, Ballarat tem o maior parque tecnológico da Austrália, que é o lar de 30 empresas que empregam 1.400 pessoas. A penetração da banda larga, embora não chegue ainda a 60% das casas, está pronta para acelerar através da primeira distribuição da National Broadband Network (Rede nacional de banda larga). Defensores locais, trabalhando com as universidade da cidade, ajudaram a gerar uma onda de startups e institutos de pesquisa. A comunidade também investiu em seus jovens em situação de risco e população indígena com treinamento especializado em formação digital. Eles pegaram uma página do livro de atividades do ICF e praticaram a inclusão digital.

Mas, se o problema de todas as comunidades fosse o emprego, não teríamos o fim dos problemas. Enquanto uma infraestrutura antiga nunca é um ativo econômico ou a fórmula para criação de riqueza, uma população em envelhecimento afastada da economia e da sociedade moderna é uma porta fechada. Uma porta fechada na cara das pessoas que desejam apenas contribuir e permanecer como ativos sociais. Aqui é onde as comunidades inteligentes e a nuvem ficam interessantes para mim. Há poucos anos, na Biblioteca de Yarra Plenty, um local cuja CEO, Christine Mackenzie, está impulsionando a comunidade de Whittlesea, o Hub digital de Yarra Plenty foi aberto. Ele tem um amplo mandato, incluindo uma estratégia de computação em nuvem. Ele tem muitas virtudes, mas tudo se explica com a história contada pelo senador Conroy. Uma mulher que nunca havia usado um iPad começou a chorar por se sentir tão inadequada. Após aprender a usá-lo rapidamente, ela se tornou confiante e a esperança começou a voltar.

A esperança sempre foi a essência da ação positiva. Ela é o verdadeiro ingrediente secreto para a comunidade humana. Embora tenha sido um caminho difícil para a Austrália, suas Comunidades inteligentes estão garantindo que seu povo nunca se atrase para o trabalho.

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